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2º CONGRESSO E 1ª FEIRA MUITO ESPECIAL DE TECNOLOGIA ASSISTIVA EVENTO SE DESTACA NO MÊS DE AGOSTO NA AGENDA DO CENTRO DE CONVENÇÕES SULAMÉRICA Terminou, no dia 27 de agosto, o 2º Congresso e a 1ª Feira Muito Especial de Tecnologia Assistiva e Inclusão Social das Pessoas Com Deficiência do Rio de Janeiro, uma realização do Instituto Muito Especial, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia. O evento se traduziu “muito especial” pelos salões nobres do Centro de Convenções SulAmérica. Durante os quatro dias de evento, circularam pelo Centro de Convenções uma média de 1.500 pessoas, entre participantes do Congresso e visitantes da Feira, que contou com 31 expositores, incluindo o próprio Instituto Muito Especial. Na Cerimônia de Abertura do dia 24, estavam presentes o Presidente do Instituto Muito Especial, Marcus Scarpa, o Secretário da Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social, Joe Valle, representando o Ministério da Ciência e Tecnologia; o secretário Municipal da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro, Márcio Pacheco; a Deputada Federal Solange Amaral e o Sub-Secretário Estadual da Ciência e Tecnologia, Júlio Lagun. Em suas participações, os convidados elogiaram a iniciativa do Instituto Muito Especial, e lembraram a importância de eventos como esses para toda a sociedade. “O Ministério da Ciência e Tecnologia tem vários projetos direcionados às pessoas com deficiência, e sabe que eventos como esses são extremamente importantes para todos que trabalham com pessoas, e, por isso, é fundamental a participação de toda a sociedade. Parabéns ao Marcus Scarpa e ao Instituto Muito Especial”, declarou o Secretário da Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social, Joe Valle. Após a cerimônia, o público contou com o animado show de Gabrielzinho do Irajá e de Dudu Nobre. “É uma honra participar de um evento como esse, que trabalha para melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o país”, falou Dudu Nobre, ao encerrar seu show. Gabrielzinho também foi o responsável pelo encerramento do evento, assim como os grupos de dança Rodas da Inclusão e Anjos sem Visão. Foram quatro dias de apresentações de palestras que trataram de temas como Softwares Assistivos, o uso da tecnologia na reabilitação psicomotora, empregabilidade ambiente profissional, acessibilidade urbana, tecnologia aplicada em recursos bancários e tecnologia na educação inclusiva, mesas de debates e painéis de projetos das diversas áreas ligadas ao assunto. Todos os participantes e palestrantes trabalham ativamente pela inclusão social de pessoas com deficiência, e se reuniram nesse evento de grande interesse para empresas, prestadores de serviços e para a sociedade em geral. Aqui da redação do Centro de Convenções SulAmérica, destacamos, alguns projetos nobres que participaram da 1° Feira de Tecnologia Assistiva: O projeto Adapt Surf é uma instituição que promove o surf adaptado para pessoas com deficiência. Iniciado em 2007, o projeto tem como objetivo geral promover a inclusão e integração social das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida através do esporte e lazer, aproveitando a praia como ambiente e o surf adaptado como instrumento. O Instituto promove, divulga e difunde o surf como modalidade de esporte adaptado, para tanto, desenvolvem parcerias com entidades ligadas ao esporte, escolas de surf e outros Projetos de Surf Adaptado. Vivência prática do surf para pessoas com deficiência, visando educar, socializar e desenvolver o indivíduo globalmente através de uma metodologia lúdica e total segurança. As vivências são orientadas por uma equipe especializada formada por fisioterapeutas, professores de educação física, instrutores, surfista adaptado, estagiários e voluntários. Oferecidas gratuitamente a todos os participantes interessados em praia e mar. Na Feira, o Adapt Surf levou alguns de seus esportistas e professores das oficinas, além de material gráfico para distribuição entre os visitantes. O stand foi um dos mais elogiados, por esclarecer o mito da impossibilidade da pessoa com deficiência praticar esportes. TRICICLOS: a Biga é um projeto de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O triciclo ganhou o nome em referência às antigas carruagens romanas e é uma invenção do professor industrial Oraci Silva da Costa. O triciclo motorizado adaptado para cadeirantes chega ao mercado nos próximos meses. A tecnologia busca levar acessibilidade e garantir o direito de ir e vir da pessoa com deficiência. O veículo é projetado para transitar pelas ruas como qualquer outro veículo e será emplacado pelo DETRAN, em breve. Quem pôde experimentar a Biga se encantou com a praticidade do triciclo. JARDIM SENSORIAL: O Centro de Convenções SulAmérica foi o primeiro espaço, no Rio de Janeiro, a receber o “Jardim Sensorial Itinerante” – projeto que faz parte da programação fixa do Jardim Botânico- é uma proposta educativa e inclusiva que, através de exercícios lúdicos, visa impactar e provocar questionamentos sobre a forma como percebemos e nos relacionamos com o mundo – espaço e objetos, e com o outro e suas diferenças. No Jardim Sensorial o visitante é convidado a participar de um exercício inusitado: Privar-se da visão por alguns minutos para percorrer os canteiros do Jardim mediado por uma monitora cego. No percurso, a monitora orienta o deslocamento físico do visitante e estimula-o a explorar seus sentidos de audição, olfato, tato e a percepção; a tocar, cheirar e tentar reconhecer as plantas, a ouvir e tentar reconhecer os sons do entorno e a orientar-se no espaço. O Jardim compõe-se de canteiros com espécies de plantas ornamentais e/ou aromáticas e/ou medicinais e um tanque com fonte para plantas aquáticas. As espécies de plantas apresentadas possuem características de cheiro, forma e textura que estimulam a percepção através dos sentidos do tato, olfato ou paladar. “O objetivo geral desse projeto é montar um Jardim Sensorial Itinerante para a utilização dos elementos da natureza na relação com a percepção, sensibilização e vivências sensoriais.” – revela Shikue Tamaki, coordenadora do Projeto. Ela finaliza: “Para aprofundar esse objetivo, conseguimos, durante a Feira, evidenciar ao expressivo público que veio ao Centro de Convenções SulAmérica: mostrar a importância de relacionar à percepção das diferenças que existem e todas as estruturas de uma planta, a diferença entre cada espécie e a importância da biodiversidade; estimular além do sentido da visão, os outros sentidos, nesse processo de busca e descoberta; interagir o vidente na mesma condição do deficiente visual. Texto elaborado por Daisy Levy (assessora de imprensa) |